UNIDOS PELA PRESERVAÇÃO

O futuro da natureza depende do que você faz agora. Ajude a cuidar de nossas árvores, dos nossos animais, das nossas flores, principalmente dos nossos rios, mares e lagos, eles são a preservação da vida na terra. Faça sua parte! Autor: Júlia Kranz Kniest

SEJAM BEM VINDOS!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

História do Natal


História do Natal

Conheça a história do natal, a comemoração em civilizações antigas e atuais.


Natal, uma tradição cristã influenciada pelos princípios de outras manifestações da Antiguidade.
Natal, uma tradição cristã influenciada pelos princípios de outras manifestações da Antiguidade.

Em diversas culturas espalhadas pelo mundo, a celebração da passagem do ano ou das estações é feita com o intuito de estabelecer a renovação do mundo e o revigoramento dos valores que agregam uma determinada civilização. Semelhantemente, o Natal também incorpora esse mesmo princípio de renovação ao celebrar o nascimento de uma das figuras centrais do cristianismo, Jesus Cristo. De fato, em diversas manifestações natalinas podemos também enxergar a reafirmação desse mesmo valor.
Dessa maneira, podemos observar que os princípios natalinos se configuraram em diferentes culturas ao longo do tempo. Os mesopotâmicos, por exemplo, celebravam nessa mesma época o Zagmuk. Segundo a tradição mesopotâmica, o fim do ano era marcado pelo despertar de monstros terríveis a serem combatidos por Marduk, sua principal divindade. Durante a festividade, um homem era escolhido para ser vestido e tratado como rei, para depois ser sacrificado, levando todos os pecados do povo consigo.

Nas civilizações nórdicas, o Yule – marcado para o dia 21 de dezembro – marcava o retorno do sol. Para celebrar a mudança, grandes toras de madeiras eram amontoadas para a montagem de grandes fogueiras que tinham em suas labaredas a representação de novas colheitas e rebanhos a serem consumidos no ano seguinte. Marcando o início do inverno, a celebração reafirmava uma grande esperança nas novas conquistas a serem obtidas no novo ano que se iniciava.

Na Roma Antiga, a data de 25 de dezembro marcava o início das celebrações em homenagem ao nascimento do deus Sol, conhecido como “Natalis Solis Invcti” (O Nascimento do Sol Invencível). Nessa mesma época, entre os dias 17 e 24 de dezembro, também ocorriam as festividades da Saturnália, celebração cercada de muita comida e bebida onde as normas do mundo formal eram subvertidas com o intuito de promover a renovação dos valores por meio de festas marcadas pela inversão dos padrões vigentes.

Com a oficialização do cristianismo no interior do Império Romano, várias destas datas foram incorporadas com o propósito de alargar o número de convertidos à nova religião do Estado. Nesse processo, o dia 25 de dezembro foi instituído como a data em que se comemorara o nascimento de Jesus Cristo. Na verdade, várias analogias entre as tradições pagãs e os valores cristãos oferecem uma grande proximidade entre os significados atribuídos a Cristo e as divindades anteriormente cultuadas.

Assim como Jesus Cristo, Mitra era reconhecida como uma grande divindade mediadora espiritual para os romanos. Da mesma forma, Jesus, considerado “O Messias”, teria a mesma função de conceder a salvação espiritual a todos aqueles que acreditassem em seus ensinamentos por meio da conversão. Com isso, a absorção dos princípios e referenciais religiosos da cultura romana influenciou na ordenação das festividades e divindades do Cristianismo.

Mesmo a Bíblia não especificando o nascimento de Cristo, as autoridades cristãs fizeram a escolha desta data, que foi mais tarde reconhecida pelo Papa Julius I (337 -352). Com o processo de expansão e regulamentação das tradições do cristianismo, o feriado natalino ganhou enorme força ao seguir o próprio processo de expansão da nascente religião. Dessa maneira, o Natal conseguiu se transformar em uma das principais datas a serem comemoradas pelos cristãos de todo o mundo.

FONTE: http://www.brasilescola.com

Por Rainer Sousa
Graduado em História

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PROJEPET II

Atividade realizada por alunos da 4ª série/2012

PROJEPET II - Projeto de horta mandala feito com o reaproveitamento de garrafas Pets.

Apos o sucesso que tivemos em 2011, na construção da primeira Mandala feita totalmente com garrafas pets doada pelos nossos alunos e funcionários da nossa Escola Agrícola Municipal Presidente José Sarney, ficamos preparados pra erguer mais um exemplo de preservação do meio ambiente. A anterior, tínhamos o desejo de envolver todos os alunos desta Unidade de Ensino. Um sucesso. Este ano (2012) tentei envolver apenas os alunos que ficarão talvez por mais tempo cuidando desta novidade (os da 4ª série do ensino fundamental) . Assim nasceu a 2ª Horta Mandala. Bem pertinho da primeira que hoje já se encontra totalmente ocupada por plantas medicinais Como: BABOSA, BOLDO BAIANO OU ALUMÃ OU CUÁCIA, ERVA CIDREIRA, BOLDO MIÚDO BRASILEIRO E BOLDO GRAÚDO BRASILEIRO OU SETE DORES, CAPIM SANTO, HORTELÃ GRAÚDO DE 2 ESPECIES: UM VERDE TRADICIONAL E OUTRO COM AS FOLHAS MARGINADA DE BRANCO, TERRAMICINA, ALFAZEMA, ARRUDA, RIFOCINA ETC. Como este alunos ainda estão iniciando a sua vida estudantil aqui na escola tentamos envolvê-los na construção da 2ª mandala, esta que mostraremos a seguir. Observem que o primeiro modelo dos canteiros são quase que triangular, já a segunda tem o seu formato totalmente circular.




Alunos da 8ª serie






Alunos da 4ª  série/2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

SUPER LEITE


Leite saúde

Superleite.
Pesquisadores da Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade Britânica localizada em Sydnev, Austrália, dizem ter desenvolvido uma ração para vacas que as levariam a produzir leite com 25% menos de gorduras saturadas do que o leite comum.
A ração é produzida a partir da transformação das sementes de colza espécie de couve silvestre – em um pó, que é recoberto por um extrato protetor e que é adicionado às rações convencionais. Na alimentação tradicional, o processo de rumínar transforma o alimento dos bovinos em gorduras saturadas. O óleo de colza afeta a maneira como a ração é digerida, levando o animal a produzir leite com menos gorduras saturadas. Segundo os pesquisadores, o processo australiano também aumenta a produção de leite em 30%.





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A BELEZA DAS HORTENSIAS


Hortênsia




As Hortênsias chama a atenção de qualquer ser humano admiradores da surpreendente Natureza. Seja ela cultivada em terra firme, vasos e arranjos; por suas cores, delicadeza e ao mesmo tempo exuberância. Pra demonstrar o que eu quis dizer, imagens valem mais do que mil palavras, certo? A dar uma garimpada na Internet, deu para vê a abundancia em floração que a mesma nos oferece.  

As cores variam bastante, do branco ao azul, passando pelo rosa e lilás. Difícil escolher! Uma mesma planta pode produzir flores de cores diferentes dependendo do pH do solo. sobre esta variação de cores: pH low=pH baixo (ácido) / pH high=pH alto (alcalino)

Existem muitos significados associados à Hortênsia, como Gratidão, Sinceridade e até Vaidade. O nome científico Hydrangea macrophylla significa Jarro de Água, pois a espécie necessita ser regada constantemente.


É um arbusto que pode chegar a 1,5m de altura. Em jardins pode ser plantada diretamente no solo ou em vasos, sendo também excelente para composição de arranjos como flor de corte. Deve ser cultivada a pleno sol, mas aprecia regiões de altitude e clima ameno.

A cor das flores chama bastante a atenção, podendo até ser usada para compor com outros elementos do espaço.
E imagens de hortênsias em vasos e arranjos:






terça-feira, 20 de novembro de 2012

O QUE SÃO ADUBOS?

O Que São Adubos?
Vejam estes vídeos gravados pelo Globo Rural e outros materiais referentes
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Os adubos que também podem ser chamados de fertilizantes são compostos químicos que tem por objetivo suprir as deficiências de substâncias que os vegetais possuem. Os vegetais têm como uma das principais características a capacidade de sintetizar o próprio alimento, o chamado Autotrofismo. Porém, podem existir casos em que eles não conseguem suprir todas as necessidades e se mostra necessário contar com a ajuda dos adubos. Vale dizer que os adubos podem ser compostos orgânicos ou inorgânicos e sua principal utilidade é repor nutrientes que são essenciais para o desenvolvimento do vegetal.

De Que São Feitos os Adubos?

Quando analisamos as necessidades dos vegetais percebemos que eles precisam de determinadas substâncias em maior ou menos grau. Aquelas substâncias que representam uma necessidade menor para os vegetais são chamadas de micronutrientes como, por exemplo, zinco, boro, cobalto, molibdênio, manganês e ferro. Já aquelas substâncias que representam uma necessidade maior para os vegetais são os chamados macronutrientes e podemos citar entre esses o potássio, hidrogênio, nitrogênio, fósforo, oxigênio, enxofre, carbono, cálcio e magnésio. O carbono, o oxigênio e o hidrogênio são abundantes na atmosfera e por isso mesmo facilmente captados pelas plantas. Dessa forma quase não são encontrados em fertilizantes uma vez que não fazem falta para os vegetais. Porém, os macronutrientes (mesmo que abundantes na natureza) são mais difíceis de assimilar pelas plantas. Por isso mesmo eles estão presentes em quase todos os tipos de adubos. Dentre os principais elementos fornecidos através de adubos podemos citar nitrogênio, o fósforo e o potássio. Se você observar as embalagens de adubo vendidas em lojas especializadas e até mesmo no supermercado se dará conta que em grande parte desses produtos esses três elementos estão na composição. Dessa forma o que encontramos é uma variação de nitrogênio, o fósforo e potássio nos adubos.

De Que São Feitos os Adubos?

Para Que Serve o Nitrogênio, o Fósforo e o Potássio?

Cada um desses três elementos principais da composição dos adubos tem uma função diferente e muito importante para o crescimento saudável das plantas. Confira abaixo:
Nitrogênio – Atua ajudando na formação de proteínas que são muito importantes para a formação de estruturas como o caule e as raízes;
Fósforo – Ajuda a acelerar o crescimento e o amadurecimento dos frutos;
Potássio – Ajuda na defesa contra doenças e também no pleno desenvolvimento das sementes.

Como e Quando Usar Adubos?

Como bem pudemos perceber enveredando pelo universo da composição e importância dos adubos existem necessidades da planta que precisam ser atendidas com a ajuda dessas substâncias. Porém, não é em qualquer momento da vida da planta e nem mesmo qualquer adubo que farão bem. Pensando nisso listamos três situações em que o adubo se mostra muito importante, o crescimento, a floração e a manutenção da planta. Esses são os três momentos principais da vida de uma planta em que ela necessitará da ajuda de bons adubos. Saiba que a adubação é muito importante para a vida de uma planta, porém, quando o adubo é utilizado de forma incorreta ou no momento errado da vida do vegetal pode ter consequências desastrosas e impossíveis de serem remediadas. Daí vem a importância de saber como fazer a adubação corretamente.

O Adubo Para o Crescimento

Como já esclarecemos acima os adubos são feitos quase que todos da combinação NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio). Cada um dos elementos possui uma função e quando estamos falando sobre o crescimento estamos falando numa concentração maior de Nitrogênio que ajuda as raízes e o caule a se desenvolverem. Depois de colocar as sementes na terra é necessário cuidar para que a rega seja feita de acordo com as necessidades de água da espécie em questão e também observar a necessidade de complementar as possibilidades de crescimento dessa planta com uma boa dose de adubo. O adubo ideal para esse momento em que se deseja estimular o crescimento de caule e raízes é aquele que possui uma maior concentração de Nitrogênio. Nas embalagens dos adubos é possível ver a sua composição listada em números, por exemplo, NPK – 30 -10 -10. Cada número representa a sua quantidade em relação a sua respectiva letra. Esse tipo de adubo com mais Nitrogênio é próprio para ser usado em plantas e mudas juvenis, porém, também pode ser usado em vegetais adultos que estão encontrando dificuldades de crescimento. O início do período chuvoso é um bom momento para esse tipo de adubo.

O Adubo e a Floração

O Fósforo tem como principal função auxiliar no crescimento e fortalecimento da floração das plantas. Os adubos com maior concentração de Fósforo são imprescindíveis para que a planta apresenta uma floração mais intensa por haste. Também é muito importante para ajudar a manter as flores por mais tempo sem contar que ajuda a evitar a desidratação das plantas. O período mais indicado para utilizar adubos com maior concentração de fósforo é uns dois meses antes de as plantas começarem a florir assim você estará fornecendo o substrato necessário para estimular a planta.

O Adubo e a Manutenção

A função do Potássio é oferecer um equilíbrio entre os compostos permitindo que a planta se desenvolva de forma mais saudável e menos confusa. Vale dizer que durante os períodos de manutenção (aqueles que não são de crescimento e nem de floração) é interessante utilizar um fertilizante equilibrado, ou seja, NPK 10 – 10 – 10. Dessa forma todas as funções serão cumpridas e as suas plantas serão muito mais saudáveis.






terça-feira, 13 de novembro de 2012

COLETA SELETIVA DO LIXO


Apenas um terço das cidades tem coleta seletiva
A região Sul tem a maior proporção de municípios com programas em atividade, segundo a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros do IBGE




Coleta seletiva de lixo
Em 2011, apenas um terço (32,3%) das cidades do País tinha programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, revela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), intitulada Perfil dos Municípios Brasileiros, divulgada nesta terça-feira.

É a primeira vez que o tema saneamento é abordado nesta pesquisa, que levanta informações junto às prefeituras. No entanto, o cruzamento de dados com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), de 2008, indica que não houve avanço significativo no período em relação à coleta seletiva. A região Sul tem a maior proporção de municípios com programas em atividade (55,8%), seguida pelo Sudeste, com 41,5%. Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções de municípios sem programas: 62,8% e 62,3%. Em Roraima, nenhum município tinha coleta seletiva em 2011.
"Os municípios ainda não estão estruturados com ênfase na questão do saneamento. Em relação à PNSB 2008, os dados são semelhantes. Poderia ter havido um movimento melhor na questão da coleta seletiva", diz Daniela Santos Barreto, pesquisadora da coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

A pesquisa também mostra que a maioria (60,5%) dos municípios brasileiros não executa qualquer acompanhamento em relação ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e/ou drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Também se verificou que em 47,8% dos municípios não há órgão responsável pela fiscalização da qualidade da água.
Também mostra que as políticas são fragmentadas e que poucos têm estrutura única de saneamento. Apesar de o plano nacional de saneamento básico prever que todos os municípios devem ter estrutura para cuidar desse serviço, apenas 28% possuem. "Em relação à lei de saneamento, ainda é preciso uma sensibilização dos municípios, para que cumpram suas responsabilidades de fiscalizar e normatizar a execução de serviços", acrescenta Daniela.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

JUAZEIRO COMO PLANTA MEDICINAL


Plantas Medicinais - Juazeiro

   

Juazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.)

Também conhecido como Juá, joá, enjoá, joazeiro, juazeiro, juá-de-espinho, enjuá, juá-fruta e e outros.

E largamente utilizado na medicina popular, principalmente no Nordeste.

A casca e folhas são utilizada como extrato feito com água, usado por via oral para alivio de problemas gástricos, e externamente para limpeza dos cabelos e dos dentes e para clarear a pele do rosto, sendo referido inclusive como tônico capilar anticaspa e remédio útil nas doenças da pele.

As folhas e as cascas, quando agitadas com água, produzem abundante espuma devido a sua propriedade espumígena.

A entre casca pulverizada, é muito usada para limpeza dos dentes usando-se um pouco de pó que pode se prender à escova de dente molhada.

A casca também é usada para controle da diabetes, colocando uns pedaços em uma vasilha com água e toma-se uns dois dedos em um copo, logo pela manha em jejum.

Os resultados de sua analises fitoquímica registraram para os frutos, quando maduros, cerca de 25 mg de vitamina C por 100 g de polpa, mucilagem e açúcares.

Para a casca é citada a presença de estearato de glicerila, dos triterpenóides ácido betulínico e lupeol, cafeina, um alcalóide, a amfibina-D e como principais substâncias, as saponinas chamadas jujubosídios.

Os resultados de ensaios farmacológicos revelam uma atividade antifebril em coelhos usados como animais de experiencia.

Comprovaram também que o juazeiro apresenta efeito mais eficaz na diminuição da placa dental do que os dentifrícios convencionais, desestabilizando a placa dental e exercendo uma ação antimicrobiana sobre Streptococus mutans. principal germe causador da cárie dentária resultante da escovação dos dentes com uma suspensão aquosa a 1% da entrecasca pulverizada.

O amplo emprego desta planta na medicina popular já é motivo suficiente para uma maior pesquisa fitotécnico, química e farmacológica, visando seu aproveitamento.

Fonte: http://viveravidaeomeioambiente.blogspot.com.br



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

RIBEIRA DO POMBAL - ORIGEM E CULTURA REGIONAL





RIBEIRA DO POMBAL - ORIGEM E CULTURA REGIONAL



Todos os ângulos nos levam à Igreja de Santa Tereza

   O município teve sua origem a partir de uma aldeia de índios quiriris. Em 1.667 os Jesuítas, o padre João de Barros e o padre Jacob Roland chegaram ao local com o intuito de catequizar os índios e acabaram erguendo uma capela com o nome de Santa Teresa. Com a devoção à santa e devido a uma vasta vegetação bastante peculiar na região, o município passa inicialmente a se chamar Canabrava de Santa Teresa de Jesus dos Quiriris.
   Em 1.758 o vice-rei d. Marcos de Noronha e Brito, VI conde dos Arcos, sendo parente por afinidade do primeiro-ministro do reino, decide por carta régia do dia 8 de maio do mesmo ano, o fim de todos os aldeamentos. O local é elevado à vila e sede de conselho com a designação de Pombal. No mesmo ano a vila passa a ser município.
   Ribeira do Pombal chegou a ser integrado ao município de Cipó em 1.931 como uma subprefeitura, mas foi restaurado em 1.933 com a designação atual, que foi obtida pelo decreto da Lei Federal nº 311, art 10º, o qual determinava que não poderia haver mais de um município ou vila no país com a mesma denominação. Com isto Pombal passa a se chamar oficialmente Ribeira do Pombal 1.938.
              Projeto de Niemayer
   Com projeto inicial solicitado pelo então ministro Oliveira Brito ao arquiteto e seu contemporâneo Oscar Niemayer, a Nova Matriz de Santa Teresa teve sua construção iniciada no começo dos anos de 1.960. A idéia de construir uma nova igreja vinha desde os anos 1.940 e causava muita polêmica, já que inicialmente cogitava-se demolir a Igreja Velha, marco inicial da cidade. Só em 1.961, quando Oliveira Brito assume o Ministério da Educação e Cultura, são iniciadas as obras da igreja. Com os recursos federais levantam os complexos alicerces e a fachada com a imensa cruz idealizada por Niemayer.
   Com o Golpe Militar de 1.964, Oliveira é cassado e as obras da matriz são interrompidas, sendo apenas retomadas em 1.968 com a chegada do Padre Emílio Ferreira Sobrinho. A partir de 1.968, mesmo com o a ausência da classe política e apesar da dificuldade imposta pela ditadura, começa uma campanha da Paróquia junto à sociedade para arrecadação de fundos e retomada do projeto. São realizadas diversas festas populares, inclusive a primeira micareta da cidade, e toda a renda arrecadada era conduzida para a conclusão da igreja. Com o tempo a campanha acabou conseguindo envolver todos os seguimentos da sociedade, inclusive o político já que se tratava de um grandioso e complexo trabalho. Em 1.971, é celebrada a primeira missa na Nova Matriz de Santa Tereza.
            Filarmônica XV de Outubro
    Fundada em 1.887, um grupo de militares vindos do estado de Sergipe, sob o comando de um sargento aposentado, passa a residir em Ribeira do Pombal. Apaixonados por música, fundam a primeira banda de sopro do lugarejo.
                     Quadrilhas
    A cidade conta com aproximadamente cinco quadrilhas tradicionais que se apresentam em festas da cidade e regiões vizinhas. Todas realizam seus famosos  “Arraiás de Rua”, onde o grupo responsável pela festa recebe as quadrilhas das demais ruas, criando um elo entre elas  o que acaba reforçando e ajudando a manter a tradição.
                Reisado do Alexandrino
   Há aproximadamente 70 anos atrás, na longínqua fazenda Alexandrino, situada na região semi-árida do município, a família do senhor Beijo Pereira, de tradição religiosa, organiza todos os anos, homenagens para o dia de Reis. Assim surgiu o grupo de Reisado do Alexandrino, com características folclóricas e personagens que misturam gente e “bichos”. Eles realizam através de versos, cantigas de roda e adivinhas um misto de beleza e criatividade que encanta a quem assiste. Passado de geração em geração, chega aos dias atuais sob o comando de Dona Mariana de Beija que comanda com entusiasmo e vivacidade o grupo composto dos familiares e vizinhança local.
               Bacamarte da Boca da Mata
    O grupo de Bacamarte ou “bacamarteiros” como é popularmente conhecido, representam uma tradição de mais de cem anos. As espingardas que realizam tiros sincronizados anunciam sempre a chegada de boas notícias ou acompanham festejos religiosos, como as festas de padroeiro e procissões.
O Bacamarte da Boca da Mata foi passado de geração em geração e é composto de oito membros que saem pelas ruas com indumentárias típicas, de reis para prestarem homenagens e agradecimentos aos santos devotos.
                 Banda de Pífano
    A cidade conta com cerca de três bandas de Pífano sendo uma situada no bairro da sede (Pombalzinho), uma na fazenda Curralinho e outra no Povoado Boca da Mata.

Fonte: culturabahia.com



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CAPIM SANTO, CAPIM LIMÃO, CAPIM CIDRÃO ENTRE OUTROS.


CAPIM-LIMÃO, CAPIM SANTO, CAPIM CIDREIRA...

 
Capim-limão: planta medicinal utilizada em uso interno como sedativo e digestivo e em uso externo contra as picadas de insetos
Nomes
Nome em português: Capim-limão, capim limão, capim santo ou capim cidreira
Nome latim: Cymbopogon citratus ou Cymbopogon flexnosus
Nome inglês: Lemongrass, Lemon Grass
Nome francês: Citronnelle, Verveine des Indes
Nome alemão: Lemongras, Citronellgras
Família
Poaceae (Poáceas)
Constituintes
Óleos essenciais, triterpeno, flavonóides.
Partes utilizadas
Óleo essencial de capim-limão (extrato da planta).
Efeitos do capim-limão
Em uso interno (gotas e comprimidos)
Calmante, anti-bacteriano.
Em uso externo (pomadas e spray)

Anti-inflamatório, anti-bacteriano, repelente.
Indicações do capim-limão (em geral: eficácia comprovada por estudos clínicos):
Uso interno (gotas e comprimidos)
Nervosismo, estresse, distúrbios digestivos.
Uso externo (pomada e spray)
Lumbago, dores reumatismais, prevenção de picadas de mosquitos, graças ao leve efeito repelente do óleo essencial de capim-limão (este efeito é contestado, por isso é preferível utilizar outros produtos para a prevenir as picadas de insetos, principalmente em zonas de risco de malária.
Efeitos secundários
Rara alergia ao óleo essencial.

Contra-indicações
Alergia.

Interações
Desconhecemos

Preparações à base de capim-limão
Infusão de capim-limão

Spray à base de capim-limão

Óleo essencial de capim-limão
Onde cresce o capim-limão?
O capim-limão cresce na Europa e na América, na primavera.
Quando o capim-limão é colhido?
- Na compra de um medicamento, leia a bula e peça orientações a um especialista
Observações
Esta é uma planta que não acreditamos ser muito eficaz, pois existem outras plantas mais úteis para as indicações acima. No entanto, o seu cheiro é muito agradável.  

Fonte: http://www.criasaude.com.br




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

JATOBÁ



JATOBÁ


Jatobá

Família

Leguminosae – Caesalpinioideae.

Nomes vulgares

Jatobá, jutaí, jutaí-açu, jutaí-bravo, jutaí-grande, jataí, jataí-açu, jataí-grande, jataí-peba, jataí-uba, jataí-uva, jataíba, jataúba, jatioba, jatiúba, jupati, copal, dentre outros.

Sinonímias

Hymenaea animifera Stokes, H. candolleana Kunth, H. courbaril var. obtusifolia Ducke, H. courbaril var. stilbocarpa (Hayne) Y. T. Lee & Lang., H. multiflora Kleinhoonte, H. resinifera Salisb., H. retusa Willd. ex Hayne, H. stilbocarpa Hayne e Inga megacarpa M. E. Jones.

Espécies relacionadas de maior interesse

Outras espécies do gênero Hymenaea são conhecidas pelos mesmos nomes vulgares, apresentam características morfológicas muito semelhantes e são utilizadas comercialmente sem distinção, mas podem ser diferenciadas de H. courbaril através das seguintes características: H. parvifolia apresenta tronco com casca áspera; folíolos com nervura central destacada e nervuras secundárias imersas na face abaxial; fruto de forma ovóide a obovóide com geralmente uma semente; ocorre em toda área da Bacia Amazônica. H. oblongifolia apresenta fruto de forma ovóide a obovóide com geralmente uma semente; ocorre em toda área da Bacia Amazônica. H. intermedia apresenta tronco com casca áspera; folíolos com nervura central e secundárias salientes e pouco reticuladas na face abaxial; fruto de forma ovóide a obovóide com raramente mais do que 1-2 sementes; ocorre na Amazônica Central e Oriental. H. reticulata apresenta folíolos com nervuras terciárias visíveis na face abaxial, formando um retículo; fruto de forma oblonga a cilíndrica com 2 a 6 sementes ou mais; ocorre na Amazônia Central e Ocidental.

Usos da espécie

A madeira apresenta alta densidade básica, cerne vermelho a castanho-avermelhado, alburno brancoacinzentado, grã regular a irregular e textura média a grossa, sendo empregada em construção civil, marcenaria, peças torneadas, instrumentos musicais e laminados.
O caule exsuda uma resina, rica em terpenos e conhecida como “jutaicica” ou “copal-da-américa”, que pode ser utilizada na fabricação de vernizes. O endocarpo do fruto é comestível, podendo ser consumido “in natura”, usado na preparação de farinhas, doces e bebidas, ou utilizado na alimentação de animais domésticos. As sementes são empregadas na fabricação de jóias e outros objetos artesanais. A casca e a seiva do tronco são usadas na fitoterapia popular.
A árvore pode ser plantada em monocultura ou sistemas agroflorestais, com potencial de uso na recuperação de áreas degradadas; devido ao seu porte e necessidade de expansão de suas raízes, é recomendada para arborização de parques e como quebra-vento em pastagens.

Descrição botânica

A árvore atinge, geralmente, 30-45m de altura com diâmetro à altura do peito de até 2m. A casca lisa (raramente áspera com fissuras e sulcos profundos), externamente de coloração cinza ou castanhoacinzentada, possui espessura de até 3cm e coloração interna marrom-avermelhada. O sistema radicular é, geralmente, grande e superf icial. As folhas são pecioladas, bifoliadas e com disposição alterna; os folíolos são subsésseis, com disposição oposta e formato oblongolanceolado e falciforme; a base é desigual; o ápice é atenuado a acuminado; a margem é inteira; a lâmina é lustrosa, glabra e coriácea; a nervura central é proeminente e as secundárias são planas na face abaxial.
As flores são actinomorfas, hermafroditas, unicarpelares e uniloculares, estando dispostas em panículas terminais; as 4 sépalas são verde-cremes; as 5 pétalas são brancas a creme-alaranjadas. O fruto é uma vagem indeiscente, lenhosa, glabra, oblonga a cilíndrica, que mede 8-15cm de comprimento; o exocarpo é espesso e vermelho-escuro; o endocarpo é farináceo, adocicado e amarelo-claro.
As sementes, em número de 2 a 6 por fruto ou mais, apresentam formato obovóide a elipsóide, medem 1,8- 2,8cm de comprimento, 1,4-2,0cm de largura, 0,8-1,4cm de espessura e pesam 2,1-6,2g; o tegumento é pétreo, liso e pardo-claro a pardo-escuro. A plântula glabra apresenta cotilédones carnosos, sésseis e com disposição oposta; eófilos simples de disposição oposta, formato ovado, base reniforme assimétrica, ápice obtuso, margem inteira e coloração verde-escura; metáfilos bifoliolados com disposição alterna; folíolos elíptico-falcados, com base oblíqua, ápice acuminado, margem inteira e coloração verde-clara.

Ecologia

Ocorre desde o sul do México até grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia; no Brasil, ocorre do norte até o sudeste. É encontrada em altitudes de até 900m acima do nível do mar, em solos arenosos e argilosos bem drenados de terra firme e em várzeas altas, mas raramente em campos abertos. Cresce bem em zonas úmidas com precipitação anual entre 1.500 e 3.000mm.

Floração e frutificação

Os eventos reprodutivos são iniciados aos 8-12 anos de idade e não são necessariamente anuais. Em Curuá- Una/Pará, floresce entre setembro e outubro, frutifica entre março e julho e desfolha quase que totalmente entre junho e agosto. Na Amazônia Central, floresce de agosto a novembro e frutifica de fevereiro a setembro. Uma árvore adulta produz, em média, 800 frutos, mas pode alcançar até 2.000 frutos.

Obtenção de sementes

A coleta pode ser feita no chão ou diretamente na árvore, quando os frutos apresentarem coloração marrom e iniciarem a queda espontânea. O transporte dos frutos é realizado em sacos de ráfia para evitar excesso de umidade, aquecimento e proliferação de microrganismos.

Beneficiamento

A extração consiste na quebra do fruto com martelo ou bastão de madeira. A retirada do endocarpo farináceo é feita com uma faca, seguida pela maceração das sementes, em água corrente sobre peneira. O teor de água das sementes varia de 9 a 12%. Em média, 1000 sementes pesam 4-5kg, mas podem variar de 2 a 6kg e, por conseguinte, 1kg de sementes pode conter 166 a 500 unidades.

Armazenamento das sementes

As sementes podem ser armazenadas em temperatura ambiente por, no mínimo, 2 anos. Não existem informações sobre o armazenamento de sementes com graus de umidade inferiores a 9% e sob temperatura subzero. Portanto, as sementes podem ser ortodoxas ou intermediárias.

Germinação das sementes

As sementes devem ser submetidas, antes da semeadura, a tratamento para a superação da impermeabilidade do tegumento, como: escarificação manual no lado oposto a protrusão da radícula, seguida de imersão em água, por 24 horas; imersão em água quente, até a temperatura voltar à ambiente; ou imersão em ácido sulfúrico concentrado, por 30 minutos, seguida por lavagem em água corrente, por 10 minutos.
A semeadura pode ser feita, a 1cm de profundidade e 10cm de distância, em sementeira com areia peneirada lavada ou em embalagem individual. A germinação é epígea e fanerocotiledonar, iniciando aos 20 dias e finalizando aos 40 dias, com porcentagem de 80-100%.

Propagação vegetativa

É possível obter material para micropropagação utilizando explantes de plântulas.

Produção de mudas no viveiro

As mudas devem ser repicadas para sacos de polietileno, contendo terra preparada com esterco curtido, quando os eófilos tornarem-se visíveis. Devem ser mantidas em viveiro, com sombreamento parcial, e ser transplantadas quando atingirem cerca de 30cm de altura.

Fitossanidade

A árvore apresenta resistência a pragas e doenças. As sementes podem ser atacadas por alguns coleópteros e dípteros.
Maria da Glória Gonçalves de Melo
Ângela Maria da Silva Mendes

Bibliografia

Ferreira, C.A.C. & Sampaio, P.T.B. 2000. Jatobá (Hymenaea courbaril). In: Clay, J.W. et al. Biodiversidade amazônica: exemplos e estratégias de utilização. Manaus, PDET. p.216-225.
Flores, E.M. & Benavides, C.E. 1990. Germination and morphology of the seedling of Hymeneae courbaril L. Caesalpiniaceae. Revista de Biologia Tropical, 38:91-98.
Langenheim, J.H. et al. 1973. An evolutionary and ecological perspective of Amazonian Hylaea species of Hymenaea (Leguminosae: Caesalpinioideae). Acta Amazonica, 3: 5- 38.
Loureiro, A.A. et al. 1979. Essências madeireiras da Amazônia. v.II. Manaus, INPA/SUFRAMA. 187p.
Fonte: www.rsa.ufam.edu.br
Jatobá
Jatobá

Nomes científicos

Hymenaea courbaril L., Hymenaea courbaril var. stilbocarpa L., Hymenaea stigononocarpa (Mart.) Hayne

Nomes populares

Jitaí, jutaí, jutaí-açú, jatobeiro, jatobá-mirim, jataí, jataí-peba, jataíba, burandã, farinheira

Etimologia

A palavra Hymenaea deriva de "hymen" com o significado de "deus das uniões" em alusão às duas folhas (folíolos) unidas, característica das plantas deste gênero. O nome popular "jatobá" é originário da língua guarani com o significado de "folha dura" ou "árvore de fruto duro". Já o nome "jataí" deriva da palavra guarani "jata-yva" com o significado de "fruto comestível".

Características

São árvores de tamanhos variáveis de 5 a 40 m de altura dependendo da espécie.
A mais alta é o jatobá amazônico (Hymenaea courbaril) e o menor é o jatobá do cerrado (Hymenaea stigonocarpa).
Existem ainda mais duas espécies na mata atlântica - Hymenaea altissima (Rio de Janeiro e São Paulo) e Hymenaea rubriflora (Bahia e Espírito Santo), mais uma espécie na Amazônia (Hymenaea parvifolia) e uma espécie ainda não descrita ou pouco conhecida no cerrado do Mato Grosso do Sul.
As flores em todas as espécies são brancas, exceto na espécie rara Hymenaea rubriflora que são vermelhas. Os frutos em todas as espécies são muito semelhantes, variando um pouco apenas no tamanho.
Consiste numa vagem (legume) indeiscente (que não se abre sozinha), de forma subcilíndrica, de 7-20 cm de comprimento, com uma casca (exocarpo) dura e quebradiça, de cor variando do marrom ao vermelho-acastanhado.
Contém 1-6 sementes duras envoltas por uma polpa seca, farinácea, adocicada, comestível, de sabor e cheiro muito característicos.

Utilidades

Pelo ferimento de seu tronco fornece uma resina conhecida como "jutaicica" ou "copal" empregada na indústria de vernizes.
Seu tronco também fornece madeira dura incorruptível, pesada (densidade média de 0,95 g/cm3), de cor vermelho-pardacenta, muito durável quando fora do chão, utilizada para construção pesada, esteios, vigas, assoalhos, carrocerias, , móveis, tonéis, etc.
Sua casca fornece corante amarelo.
Sua resina, folhas e sementes são utilizadas na medicina caseira.
A polpa das sementes é rica em cálcio e magnésio e além de fornecer alimento a fauna, é ótima para alimentação humana.
Seus frutos são comercializados em feiras regionais de todas as regiões onde ocorre esta planta.
A polpa é consumida "in natura" e na forma de geléia, licor e farinhas para bolos pâes e mingaus.
Existem dezenas de receitas para confecção de bolachas, pães, bolos e mingaus com a farinha de jatobá.